Curso técnico é opção para entrar no mercado de trabalho mais rápido

06/03/2018

A Sala de Emprego dessa segunda-feira (6) fala sobre os cursos técnicos. Tem muita gente que está preferindo investir nesses cursos de menor duração para entrar logo no mercado de trabalho. E depois, com mais tranquilidade, pensar na profissão que sempre sonhou.

Por enquanto, a faculdade de filosofia vai dar lugar ao curso técnico em saúde bucal. É uma tentativa que Alexandre Marques faz para arranjar um emprego mais rapidamente: “Eu acho que é bem mais viável do que uma faculdade, que você passa quatro anos e às vezes mais, porque tem que conseguir pós, mestrado, doutorado. O técnico já vai mais na prática".

Muita gente está seguindo o mesmo caminho, ou seja, dando prioridade à formação técnica. A oferta desse tipo de curso de 2014 para 2015 subiu quase 40% e, com a crise, a expectativa é que o curso técnico continue sendo um bom investimento para quem tem pressa de entrar no mercado.

"Essas pessoas quando chegam para disputar um processo seletivo têm um passo à frente em relação a outros candidatos, seja no quesito postura, conhecimento técnico, proatividade, assertividade e, principalmente, conhecimento especializado naquela área onde ele está pleiteando oportunidade de trabalho e emprego", afirma Alcilane Mota, coordenadora do banco de oportunidades do Senac/CE.

Para fazer um curso técnico de nível médio, a pessoa não precisa, necessariamente, ter concluído o ensino médio, pode ainda estar cursando. A duração desse tipo de curso depende da carga horária e da frequência das aulas, mas, geralmente, é de até dois anos. Ao final, aí sim, o aluno só recebe o certificado de formação técnica se já tiver terminado o terceiro ano do ensino médio.

O curso de auxiliar de enfermagem que o estudante Rafael Gomes está fazendo vai durar dois anos e meio. Ele ainda tem planos de fazer a faculdade na área, mas, primeiro, quer garantir uma renda: “Estou me capacitando justamente para isso, porque se você for um bom profissional, você só tem a crescer mesmo. Sendo um bom profissional qualificado você só tem a ganhar".

Falta profissionais

Algumas empresas estão com dificuldade para contratar porque não tem gente com aquela qualificação específica. Quem está ligado nessas necessidades pode se dar bem.

Uma fábrica de produtos químicos de São Paulo, por exemplo, estava precisando de uma pessoa para fazer a manutenção das máquinas, mas não conseguia encontrar. Foram três meses procurando e nada. Faltava formação técnica dos candidatos. Segundo Berenice Freire, presidente da fábrica, 300 currículos chegaram, mas só 10% deles tinham a formação técnica necessária para a função.

O jeito foi sair à caça de quem estivesse se preparando, ainda na sala de aula. E deu certo! O mecânico de manutenção José da Silva estava aposentado, mas o salário não estava dando conta. Por isso, ele resolveu voltar ao mercado. Pesquisou na internet e viu que as empresas estavam querendo mais qualificação. Ele voltou a estudar e conseguiu o emprego.

Agora, José está com todo o gás, concentrado no serviço novo e de olho bem aberto. Vai que aparece uma função melhor ali na empresa? Medo de sala de aula ele não tem!

Fonte: Jornal Hoje (Ver matéria)

Copyright © IPEDE 2020. Todos os Direitos Reservados.